quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Entre Dumas e os três mosqueteiros

A Ana Seerig do Alguma coisa a mais pra ti ler... no nosso mundo louco dominado por vampiros e derivativos (táh eu sei que tb sou fã da serie Crepúsculo, mas ao menos não acho que ela seja a pérola mais rara do oceano ou o primeiro biscoito do pacote) é uma fã indiscutível de Alexandre Dumas.

Uma vez ela teve a temeridade de me confessar essa paixão avassaladora e eu, pobre menina, tive que admitir que nunca tinha lido tal autor e que adoraria ouvir ela falando e comecei a pedir a ela para fazer uma serie de postagens sobre o homem...

Ela fez, o blog da Ana, esse mês é dedicado inteiramente a Dumas-Pai e confesso que como fui uma das pessoas que pediu isso a ela, considero esse esforço dela, "um baita" presente de Natal de maneira que pedi permição para pública aqui a postagem onde ela conta um pouco sobre quem foi Dumas, como viveu alguns anos de sua vida e até capítulos de como ele saiu da vida para entrar na história com muito mais gloria que Getúlio, devo dizer!

A proposito, quando eu descobri que Dumas também é afro-descendente, para não dizer negão, eu fiquei pensando, putz isso não deixa mais que obvio o motivo pelo qual eu prefiro os negros, dãh... eles são simplesmente os melhores... Machado de Assis, Solano Trindade, Stuart Hall, meu professor de História,  o presidente dos EUA, Mandela... Dumas...

Enfim, sem mais devaneios tolos, um pouco da história de Dumas, contada pela Ana Seerig:

Alexandre Dumas, pai...

 

Alexandre Dumas, pai, nasceu em Villers-Cotterêts, na região francesa de Aisne, em 24 de junho de 1802. A razão do mês temático não ter começado no dia primeiro é simples: Dumas faleceu em 05 de dezembro de 1870, ou seja, há 141 anos. Seu nome de batismo era Alexandre Davy de la Pailleterie Dumas e tinha como avós o Marquês Antonie-Alexandre Davy de la Pailleterie e uma escrava negra (não se sabe se liberta ou não) chamada Maria Césette Dumas. Sua descendência negra sempre o acompanhou, sendo vítima de preconceito por alguns.

Filho de um general napoleônico, Thomas Dumas, Alexandre ficou órfão de pai, o que fez com que passasse por dificuldades na juventude. Aos dezessete anos foi trabalhar em um cartório de um amigo da família, Mennesson, que reclamava que o jovem lia mais do que escrevia, destacando-se em suas leituras, entre outros, Voltaire.

Mudou-se para Paris em busca de uma vida melhor, onde começou a escrever peças de teatro que lhe trouxeram estabilidade financeira suficiente para viver como escritor. Seus primeiros sucessos no teatro foram Henrique III e sua corte (1829) e Christine (1830). Após o sucesso no teatro, Dumas montou um estúdio para produzir folhetins para jornais, sendo que tudo que era escrito por seus auxiliares era sempre avaliado por ele

Em 1840 lançou Os três mosqueteiros, romance que lhe rendeu sucesso internacional e foi transformado em trilogia, sendo seguido dos livros Vinte anos depois (1845) e O visconde de Bragelonne (1848), do qual faz parte a conhecida história d'O homem da máscara de ferro. Também em 1940 foram lançados dois outros grandes sucessos: O conde de Monte Cristo e Os irmãos corsos. Com o grande sucesso de vendas, Dumas viveu tranquilamente viajando às vezes e escrevendo muito. (Lista de obras dele aqui)

Mesmo após ter casado com a atriz Ida Ferrier, em 1940, Dumas manteve casos com outras mulheres, sendo pai de pelo menos três filhos fora do casamento, dentre os quais o autor de A dama das camélias, que recebeu seu nome, o que explica o uso das palavras "pai" e "filho" para distinguir os autores. Por questões políticas, Dumas morou também na Bélgica, na Rússia e na Itália (onde lutou pela unificação do país e, através de amigos comuns, conheceu Giuseppe Garibaldi, que lhe entregou seus manuscritos de batalhas - dentre as quais a Guerra dos Farrapos - e permitiu que elas fossem publicadas).

Alexandre Dumas, pai, faleceu em Puys, perto de Dieppe. Michel Lévy Frères publicou todas as obras de Dumas de 1860 a 1884 em 177 volumes, contendo as 91 peças escritas além dos romances. Até 30 de novembro de 2002 o corpo de Alexandre Dumas permaneceu no cemitério de Villers-Cotterêts, quando o presidente francês Jacques Chirac ordenou a exumação do corpo que, numa cerimônia transmitida pela televisão, foi levado para o Panteão de Paris, o grande mausoléu onde filósofos e escritores franceses estão sepultados.


Na cerimônia, o caixão foi carregado por quatro homens vestidos de mosqueteiros representando Athos, Porthos, Aramis e d'Artagnan. Chirac reconheceu que Dumas foi vítima de racismo e que enterrá-lo junto a Victor Hugo e Voltaire era uma forma de corrigir o erro. Em seu discurso, o presidente francês disse:

"Contigo, nós fomos d'Artagnan, Monte Cristo ou Balsamo, cavalgando pelas estradas da França, percorrendo campos de batalha, visitando palácios e castelos -- contigo, nós sonhamos."
(Jacques Chirac
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Aliás, para quem gostar de Dumas, mas, como eu não tiver em sua biblioteca o seu clássico: "Os três mosqueteiros" eu aconselho dar uma olhada lá no Alguma coisa a mais pra ti ler..., porque sim, ela vai sortear no dia 21 um exemplar dessa história deliciosa que vem marcando gerações há mais de século... 

8 comentários:

  1. Oi Bella!
    Saudades...

    Já li vários capa/espada dele... Tive uma fase pôs adolescência de ler vários livros de aventura, Dumas foi um deles...

    Não sabia sobre a sua origem e nem que era negro, se em pleno século XXI temos preconceitos, imagine naquela época! Deve ter passado por muita humilhação...

    Um lindo dia p/ vc!

    Beijossssssssss

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  2. Muito interessante. Nunca o li, mas vi filmes dos Três Mosqueteiros- que eram quatro- eu adorava(e quem não adora?). E o homem gostava de uma rabo de saia, hein? Adúltero. rs

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  3. O Alexandre Dumas é um gênio! Já li Os Três Mosqueteiros e O Conde de Monte Cristo. Os dois são maravilhosos! O Conde de Monte Cristo mesmo se tornou um dos meus livros favoritos, só de lembrar dá até arrepio, é muito lindo!

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  4. Querida Pandora...
    Não sou do tipo de sujeito que se encabula com facilidade, mas esse seu post me deixou assim por diversos motivos.

    O primeiro (e admito, principal), é que ontem mesmo eu enxovalhei um amigo por causa do gosto dele pela série "Crepúsculo" e dediquei um post inteiro no exercício tolo de divertir-me com essa brincadeira estúpida (e o fato de ele ter aprovado e adorado o post não me alivia a consciência). E eu já conversei com você a respeito desses livros e você também sabe que eu sou implicante. Mas eu também sei que nesses nossos anos de amizade, eu mais do que abusei da sua indulgência para comigo..

    O segundo motivo é que eu li "Os Três Mosqueteiros" quando tinha uns quinze anos e desde então não toquei num exemplar. Agora, tudo o que me recordo da história fica confundido com o que vi nas muitas adaptações para o cinema que foram feitas. Não se abonadona no limbo assim um livro que alegrou muitas tardes preguiçosas, deitado em posições incômodas ou estragando as vistas lendo no metrô em movimento.
    Não me lembro de quase nada da história, mas me lembro de algo, que é meu terceiro motivo para embaraço:
    O Livro que eu li, tomei emprestado numa biblioteca pública e eu perdi o exemplar. Fiquei de repôr o livro mas nunca o fiz. Como também não me cobraram, acabei me esquecendo.

    Caramba!
    Estou triplamente envergonhado, minha amiga.
    Receio que você tenha andado em má companhia.

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  5. O conde de Monte Cristo é um dos meus livros de cabeceira! Eu simplesmente AMO o Dumas pai!!!! Sinceramente, acho que falta um Dumas na nossa modernidade literária!

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  6. Alexandre Dumas é o cara!!!
    Acho que nada se compara a genialidade dele, a forma como ele criava personagens cativantes, não tem explicação é simplesmente demais.
    Já li o Conde de Monte Cristo que é maravilhoso e atualmente estou acabando de ler Os Três Mosqueteiros que também estou gostando muito apesar de preferir O Conde de Monte Cristo.

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  7. A convencida tinha que fazer um post dizendo que a Ana fez o especial Dumas a pedido dela. Quando um ser humano é convencido... ele é convencido. Fato!

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