sábado, 5 de fevereiro de 2011

Blogagem Coletiva: Possibilidades para inclusão de portadores de necessidades especiais!

A idéia de fazer essa blogagem coletiva não foi minha, essa idéia foi da Aleska, mas eu topei pq o tema me interessa, ia escrever um texto e falar sobre uma das pessoas que mais amo no mundo, uma menina linda de 18 anos que luta muito pela vida, a Thalita, que é mais que é uma  prima, ela é minha amiga .

Thalita é uma pessoa incrível, ela é uma heroína, tem dificuldade para andar, falar e alguma dificuldade cognitiva também, mas ela é dura viu, vence todo dia um leão e pratica esporte (capoeira), faz fisioterapia, fono, estuda na escola formal e enfrenta os preconceitos sem perder a ternura.

Outro dia alguém da minha família questionou: "Pra que essa menina vai a escola?". Bem, a resposta óbvia é também curta: é porque é direito dela, não é um favor, ela tem direito a educação de qualidade condizente com as necessidades dela!

E sim o que a Adriana do "CAIXINHA DA ADRI" escreveu expressa bem o motivo pelo qual eu defendo a pertinência da educação especial, por uma questão de sorte eu tive contacto com o texto antes do dia da postagem e pedi a ela para postar aqui hoje, nele ela fala sobre o exemplo do "Eduardo" que serve muito bem para dizer que ser portador de necessidade especial não tem nada haver com ser incapaz.



Sucesso, apesar da deficiência: é possível?


Antes de casar e morar fora do Brasil eu queria dar um novo rumo à minha vida e comecei uma segunda faculdade, a de Direito. Havia um colega que fazia apenas algumas disciplinas, mas cuja presença era marcante; vou chamá-lo de Eduardo, para preservar a sua privacidade. Ele era deficiente físico: sua mãe teve problemas no parto e ele nasceu com uma deformidade nas pernas, mas o seu intelecto era perfeito.

As pessoas o olhavam com um misto de pena e distanciamento, pois o seu aspecto, à primeira vista,  assustava  realmente. Ele não podia se locomover sem a ajuda das muletas e a maioria das suas provas tinha de ser feita oralmente, pois não coordenava bem o braço direito.

Com o tempo, fui conhecendo-o melhor já que, pela sua dificuldade em copiar as matérias, ele pedia os meus cadernos emprestados. Conversávamos sobre diversos assuntos, então fiquei sabendo que era filho único, que o pai os havia abandonado, que a mãe o criara sozinha, com muita dificuldade, fazendo serviço doméstico, e que ele cursava somente 3 matérias das 6 da grade curricular porque era o que podiam pagar. Era admirável o modo com que lidava com tudo isso, sempre sorridente, e de bom humor!  E, como se não bastasse tudo isso, ele era letrista de músicas folclóricas! Tanto humanismo em um corpo tão frágil!

Quando li a proposta de postagem das donas do blog entrei em contato e perguntei se poderia escrever sobre uma pessoa que, para mim, foi um exemplo de vida. Já que não tenho mais nenhum contato com deficientes físicos nem com seus cuidadores. Elas concordaram, então aqui compartilho com vocês a bela história do Eduardo.  Não tive mais notícias dele, não sei continua a faculdade, mas, com certeza, ainda não a concluiu. Porém, nem isso o incomodava pois, em suas próprias palavras, “É só uma questão de tempo, eu vou devagar, mas vou,  um dia desses eu chego lá!”

Um abraço,

Adri
____________

Recife, 08 de Julho de 2011.


Na época dessa blogagem eu era uma pessoa inexperiente com blogagens colectivas, ainda sou, mas era mais, então não coloquei todos os links dos posts das pessoas que participaram dessa aventura comigo!


Eu sei, pode me chama de burra, eu mereço!

Agora estou tentando fazer esse esforço, lentamente vou buscando post por post para deixar aqui o linck:


ESCOLA VIRTUAL PARA PAIS

CURSO LIBRASNET 

SONHOS, TEORIAS E PALAVRAS:  PARTE 1 e PARTE 2 

DESCONSTRUINDO A MÃE


LOST IN JAPAN


M@MYRENE

34 comentários:

  1. Que maravilha de depoimento.
    Eduardo já foi um vencedor quando nasceu e depois servindo de exemplo a todos que, por razões mínimas, estão diariamente de mal com o mundo.
    Parabéns pela postagem, e que muitos "Eduardos" concluam seus cursos e continuem felizes, sem dar atenção aos ignorantes.

    Excelente final de semana.

    Bjs no coração!

    Nilce

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  2. Oi, to participando da blogagem coletiva! Tema pertiente, atual e NECESSARIO, Parabens!!


    http://euquerosimples.blogspot.com/2011/02/aderindo-campanha-da-caixa-que-conheci.html

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  3. Obrigada pela oportunidade, vocês estão de parabéns pela iniciativa também!
    Beijocas
    Adri

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  4. Pandora, muito boa essa partilha. E, olha, a blogagem está bombando! \0/
    Beijo na alma!

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  5. que bonito relato! tem pessoas que passam pela nossa vida para marcar. e carregam uma força de vontade incrível, que nos contagia e nos fazem refletir. excelente!
    lindo depoimento, Adriana.

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  6. Pra quem estava nervosa até que vc arrasou :) parabéns pandora!

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  7. Oi, querida, sempre chego a ti em momentos especiais... são tantos blogs bacanas que fica difícil acompanhar todos!

    Pois o que gostaria de compartilhar é que tenho um irmão portadore de deficiência. Sim, esse não é o nome mais justo ou bonito, mas é o oficial.

    Ele tem 32 anos e tinha sido diagnosticado com uma doença grave ainda muito novo, aos 3 anos. Deram-lhe a perspectiva de viver até 8, depois 15 anos, depois ja disseram que está no lucro, pois a doença é neuromuscular/degenerativa.

    Ele convive com os olhares curiosos e de pena, com a dependência que a enfermidade trouxe, mas realiza coisas muito bacanas e é uma pessoa linda. Um homem que é ótimo de conviver, uma dulto. Por vezes, nos estabelecimentos comerciais, o tratam como criança, nem se dirigem a ele.

    Falam comigo ou quem quer que esteja em pé, já que ele usa cadeira de rodas desde os 15 anos. Isso por sis ó é uma forma de negar a presença de alguém com quem a pessoa não sabe lidar.

    As pessoas especiais, como prefiro chamar, já lidam diariamente com suas limitações, portanto não deveriam ter de lidar com as limitações de visão, de educação, de moral dos outros, mas é assim que acontece.

    Precisamos educar nossas crianças pra que consigam perceber que a dita normalidade e a pasteurização da sociedade é doentia. Nós não vamos todas ficar com corpo de uma top model, mas vivemos em função disso e rustradas por não ser como somos cobradas a ser. Ao mesmo tempo,a s revistas que apresentam dietas milagrosas dizem que precisamos nos amar como somos, não é assim?

    Então o que sobra pras pessoas que geralmente ficam relegadas ao esquecimento, ao fingimento de que não existem, ou que causam sensação incômoda porque não são tidas como normais?

    A inclusão social só traz benefícios.

    Vejo meus filhos felizes por brincar com o padrinho que usa cadeira de rodas e encontrou um jeito divertido de terem seu momento feliz levando-os no colo ou deixando que subam na bateria da cadeira de rodas motorizada como se estivessem de carona.

    Vejo que eles têm amigos com síndrome de down, ou com qualquer outra "diferença" e que o preconceito não nasceu com eles, mas que eles percebem quando os outros se comportam de maneira que magoa, fazendo diferença entre as pessoas e eles passam a questionar tudo isso.

    Não podemos deixar a exclusão se tornar banal.

    Obrigada pela iniciativa ou por topar quando houve o convite. teu texto é ótimo, vou divulgá-lo!

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  8. Thalita uma vencedora.
    Eduardo um vencedor.
    Realmente, ter necessidades especiais não quer dizer deficiente, pois sempre haverá por parte dessas pessoas atitudes e qualidades eficientes.

    Participo dessa blogagem com emoção e carinho, pois vejo nessas pessoas, além de outras, a vitória do exemplo, da força de vontade, das atitudes positivas.
    O meu coração vibra com muita ternura por todos esses seres humanos maravilhosos.

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  9. é lindo,

    eu tive e ainda tenho contato com deficientes, e o aspecto me choca sim. mas sempre que tive de fato a oportunidade de conviver com essas pessoas me supreendi pela forma como encara a vida, pelos feitos realmente brilhantes, pela coragem de encarar a vida, pois muitas vezes nao queremos nem sair com a mesma roupa, imagina ter o mesmo corpo com diferenças ou deficiencias fisicas... eu vejo com um olhar mais honesto, mas sincero, menos penoso. pois eles nao precisam desse olhar...

    Eu quando dava aula pela prefeitura da cidade do Recife, dei aulas no EJA - Educação dos jovens e adultos - E tive a oportunidade de trabalhar com jovens que a pouco nem saiam de casa, tinham dificuldade de falar, de conviver, problemas com a propria higiene. pois eram encarados como sub humanos pelos familiares e pessoas proximas.

    Mas me supreendeu todos, pois eles foram sempre cariosos, me tratavam a todos com carinho, nao eram agressivos, e no inicio tiveram dificuldade para aprender, mas eu trabalhei ... e em conjunto e hoje, fico muito feliz pois sei pelos meus parentes que moram lá, que essas pessoas seguiram estudando e nao me esqueceram e nem eu a eles,
    na empresa onde trabalho tem vários deficientes, mas sempre sorridentes, conversadores, sociaveis. e isso eu creio que seja do espirito, mas bem sabemos que precisam de mais apoio, mais tolerancia, mas respeito coletivo...

    bravo, e obrigada pela oportunidade,

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  10. Pandora , estou lhe seguindo.
    Beijos

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  11. Linda iniciativa, Pandora. Pena que não soube da blogagem.
    Também tenho um irmão com problema neurológico e poderia ter falado disso.
    Não é fácil a vida familiar quando temos alguém "diferente" na família.
    E o que mais dói é a indiferença da sociedade.
    Beijo!

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  12. Olá, Pandora.
    ♠ Belissimo texto.
    ♠ Esta foi uma das melhores ideias que já vi nos ultimos tempos.
    P.S.: Já fiz minha postagem.
    Bons sonhos.

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  13. Gostei muito da sua abordagem! De facto, não importa o tempo que se demora a caminhar...importa querer e chegar!
    Beijos
    Gostei muito de participar nesta blogagem...

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  14. Oi querida! Adorei a postagem e a iniciativa! Sou mãe de um lindo menino tetraplégico, mas que é meu exemplo de força, amor e superação apesar de seus 4 aninhos recém feitos.

    A inclusão é necessária não só para os deficientes, mas fundamental para os não defciientes tb conviverem com as diferenças principalmente as crianças em idade escolar, crescer sem preconceitos. Diferentes somos todos nós, limitações todos nós temos, cada um com seu cada um.

    Um grande beijo, Mari, mamaãe polvo!

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  15. Olá, querida Pandora
    Trabalhei, com carinho no coração, com alunos especiais e me foram mais do que especiais... em todos os sentidos...
    Seus dois exemplos foram pertinentes à inclusão que almejamos que só pode partir de dentro para fora...
    Bjs de inclusão.

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  16. Muito comovente a história desse jovem!Um exemplo de vida e persistencia para todos nós!Parabéns,Adri pelo depoimento!Bjs,

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  17. Passei pra te deixar um abraço carinhoso,e um fds cheios de boas energias,obrigada pela sua presença sempre!
    bjs,
    Mari

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  18. Eu tenho uma amiga que teve polio em criança e ela se locomove com grande dificuldade. Mas exemplo de ser humano está ali! Eu converso demais com ela sobre toda essa questão. Eu já era bastante sensível a essa situação do deficiente, mas depois dessa minha amiga, eu pude compreender coisas que só alguém que passa pela situação pode te mostrar.

    Obrigada pelas suas palavras de carinho lá no meu blog. Sim, eu faço fama de durona, de vilã, mas é pra proteger a pessoa sensível que tem dentro... eheheh

    Beijocas

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  19. Gostei do seu depoimento e relato . Há tantas histórias de garrra que não podemos deixar de ver o qaunto temos compromisso com esta questão.
    Aderi assim que tomei conhecimento da blogagem hoje
    bjs,

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  20. São exemplos de esforço e superação! Isso é gostar de viver e um exemplo para aqueles, que mesmo com facilidades, não se esforçam.
    Pandora, soube hoje da blogagem coletiva e gostaria de parabenizá-la pelo apoio dado a iniciativa da Aleska. Somando forças para o bem de todos! Beijus,

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  21. Muito lindo...fiquei emocionada... ♥

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  22. Pandora, parabéns por essa blogagem! É falando sobre o assunto que combatemos preconceito.
    bjs
    Jussara

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  23. Tô gostando muito dos resultados pandora!pena que a moça que tem um irmão com deficiencia motora não fez um post no dela, ficou muito legal o que ela respondeu, e amei ter levado até o fim essa ideia, me emocionei com os depoimentos.Vlw pela ajuda beijos!

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  24. Pandora

    Muito bonito mesmo o seu post, a história do Eduardo que com certeza vai chegar lá sim. Devagar e sempre. Um exemplo de vida , de garra e determinação.

    Desculpe só chegar a gora, mas o meu sábado foi meio corrido.

    Obrigado por nos proporcionar este momento onde compartilhamos histórias, exemplos, necessidades e tentamos mostrar ao mundo que todos temos os mesmos direitos e somos iguais.

    Tive um problema com a postagem da Vitrine que imaginei que estava no ar e ela estava quietinha esperando na área de programado.

    Agora está tudo OK.

    Beijos e um lindo domingo

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  25. Oi ,Pandora!
    Linda a história de Eduardo
    Thalita realmente é uma vencedora.
    Aleska e Pandora muito boa essa idéia da blogagem sobre os portadores de deficiências.
    Amei todas as postagens.
    Adorei participar
    Com carinho bjsss

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  26. amigaaaaaaaaaaaaaaaaa vim me penitenciar .... minha semana foi uma correria e meu dia foi daqueles, na net postei de manhã na ilha e depois pufffffffffff... não deu para participar da blogagem agendada, mas,entretanto estou a participar, o banner da blogagem continua na Ilha e este tema será sempre uma constante e que muitas Thalitas surjam nos nossos tempos. Ah! amiga tu deixou uma msg dizendo que pegou o selinho, qual selo? o do destaque do mês na Ilha, o das 10 mil visitas? qual? qual? não vejo o selo algum por aqui :-) beijos e mais beijos e o tema da blogagem não vai parar por ai viu?

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  27. Pois é, fico indignado por existir tanta gente, com tudo perfeito e cai por outros caminhos. Os exemplos que você menciona aqui são muito importantes, pois temos que enfrentar a vida como ela é realmente.
    Abraços!

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  28. Oi, Pandora!
    Vim conhecer a sua linda "caixa".
    Grata por participar do Just me!
    Venha sempre!
    beijos!

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  29. Parabéns pela inicitiva e pela participação da querida Adri.
    BjoBjo;)

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  30. Eita!!! Perdi muita coisa nesses dias ausentes.

    Eu convivi bastante com um colega na escola (ensino fundamental I e II) que tinha tido poliomelite e por conta disso não andava. Lembro que todas as vezes que a escola ia treinar a marcha para apresentação do dia 7 de Setembro ficávamos eu e ele sozinhos em sala (eu por questões reliosas não participava e ele por motivos óbivios... ou nem tanto)... esses momentos era muito agradáveis... ficávamos jigando o "jogo da velha", "adedanha" e conversávamos horrores... e hoje... refletindo... eu lembro que poucas vezes falávamos de limitações... éramos iguais... com algumas particularidades... as éramos iguais.

    BeijoZzz

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  31. Esse sábado foi realmente muito especial, fiquei bastante emocionada com toda a repercussão que teve. Acho até que foi melhor que a minha primeira blogagem coletiva pq as pessoas souberam falar do problema com mais propriedade. Quando falei de auto-estima feminina, muitas pessoas passaram longe do que eu entendia pelo assunto, mas foi importante também pq provoquei nelas a reflexão para o assunto. Mas Pandora, como é que agora nós vamos escolher alguém pra ganhar o quadrinho da Persépolis? Tem muita coisa boa rolando nos bogs de quem participou. bjin!

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  32. Pandora,
    Meu nome e' Renata, tenho um BLOG "UMA ESPOSA EXPATRIADA" (moro na Tailandia).
    Bem... espero que ja' me conhecas... kkkkkk!
    Gostaria de participar da BLOGAGEM COLETIVA SOBRE INCLUSAO SOCIAL, como posso faze-lo? tem um prazo? preciso te mandar o texto antes?
    Bjka!

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  33. Pandora, que iniciativa maravilhosa! Amei o post, amo de paixão a Adri, excelente texto, adoro o tema. Já fui voluntária em um centro de deficientes físicos quando ainda morava em SP, eu era muito jovem (17 anos), e uma das crianças (tinha uns 7 anos na época)queria ser minha filha, eu pirei, sofri muito por ser jovem demais para adotá-la, ela só engatinhava, claro que eu não teria como cuidar, meus pais estavam em processo de adoção do meu irmão..então fiquei traumatizada e parei de ir..mas estou querendo retomar, fazer algo por eles. Te conto quando realizar! Um grande beijo, Rejane

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  34. Há realmente muito preconceito e tabus ligados à Educação e hoje mais que nunca o espaço virtual é importante para informar e esclarecer.Vivemos a Pedaqogia da Inclusão,mas muita gente não consegue infelizmente aceitar as diferenças e falo de modo geral.Parabéns pela postagem e meu abraço,
    Bergilde(sou psicopedagoga e psicomotricista com trabalhos publicados sobre a questão).

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